Rastreabilidade do processo de esterilização: o que é preciso documentar
Que informações devem constar em cada ciclo de esterilização, durante quanto tempo devem ser conservadas e por que a rastreabilidade é tanto uma obrigação como uma proteção para o consultório.
A rastreabilidade é a fase do processo de esterilização que permite, em qualquer momento posterior, reconstruir exatamente como e quando um determinado instrumento foi esterilizado, qual autoclave foi utilizada e com que resultado. Não é um cumprimento puramente burocrático: em caso de dúvida sobre um possível evento infecioso, é o único instrumento que permite ao consultório demonstrar a correção do processo seguido, sendo, portanto, tanto uma proteção legal para o profissional como uma garantia de segurança para o paciente.
Cada bolsa esterilizada deve trazer uma etiqueta que documente pelo menos: o dia de esterilização, o identificativo da autoclave utilizada (útil quando o consultório possui mais do que uma), o tipo de ciclo efetuado, um número progressivo único, o resultado do ciclo e, idealmente, o operador que executou o procedimento. Estas informações podem ser conservadas em formato de papel, através de um registo de esterilização, ou em formato digital através dos softwares de rastreabilidade já integrados em muitas autoclaves de gama média e alta, que imprimem automaticamente uma etiqueta ou exportam os dados de cada ciclo para um ficheiro.
Um aspeto muitas vezes pouco claro diz respeito à data de validade da esterilidade: as diretrizes de referência não especificam um prazo universal, limitando-se a exigir que o processo seja documentado com atenção, enquanto a determinação prática da validade temporal de uma embalagem estéril depende das modalidades de armazenamento (ambiente limpo, separado, sem oscilações de humidade) mais do que de um número fixo de dias. Por este motivo, é boa prática consultar periodicamente os órgãos de controlo regionais competentes, pois as indicações práticas podem variar de território para território.
No que respeita à conservação da documentação, a prática consolidada nos consultórios odontológicos italianos prevê manter os registos de esterilização, os resultados dos testes periódicos e as atas de manutenção da autoclave por um período de pelo menos dez anos — um intervalo de tempo coerente com os prazos de prescrição aplicáveis em matéria de responsabilidade profissional de saúde. Um arquivo digital bem organizado, com cópias de segurança regulares, torna esta conservação muito mais gerível do que apenas o formato de papel, especialmente para os consultórios com volumes de esterilização elevados.
Na Oralzon encontra etiquetas e fitas indicadoras para a rastreabilidade de cada ciclo, além de registos de esterilização em papel prontos a usar para os consultórios que ainda preferem a documentação tradicional.