Guia completo aos implantes dentários

O que acontece realmente durante a osteointegração, as fases clínicas de um implante padrão e os fatores que determinam o seu sucesso a longo prazo.

Um implante dentário é, na sua essência, um parafuso de titânio (ou, mais raramente, zircónia) inserido cirurgicamente no osso maxilar ou mandibular, destinado a substituir a raiz de um dente ausente e a servir de suporte para uma coroa, uma ponte ou uma prótese removível. O princípio biológico que torna esta solução possível é a osteointegração: uma ancoragem direta, estrutural e funcional entre o osso vivo e a superfície do implante, sem interposição de tecido fibroso — um fenómeno descoberto quase por acaso pelo investigador sueco Per-Ingvar Brånemark nos anos cinquenta, que observou como o titânio, em determinadas condições, não era rejeitado pelo osso mas ligava-se a ele de forma permanente.

O percurso clínico padrão prevê algumas fases principais: uma avaliação diagnóstica aprofundada, que inclui um exame radiográfico tridimensional (CBCT) para verificar a quantidade e qualidade do osso disponível; a colocação cirúrgica do implante, geralmente sob anestesia local; um período de cicatrização durante o qual ocorre a osteointegração, cuja duração varia tipicamente de algumas semanas a vários meses consoante a densidade óssea do local e o protocolo escolhido; e finalmente a fase protética, em que se realiza e fixa a restauração definitiva sobre o implante integrado.

O sucesso a longo prazo de um implante depende de um conjunto de fatores que vão muito além da simples habilidade cirúrgica: a qualidade e quantidade de osso disponível no local de inserção, o estado geral de saúde do paciente (a diabetes não controlada e o tabagismo estão entre os fatores de risco mais documentados para a falha implantar), a higiene oral domiciliar após a intervenção, e a regularidade das consultas de manutenção profissional, indispensáveis para detetar precocemente eventuais sinais de inflamação dos tecidos periimplantares antes que evoluam para uma condição mais grave.

As técnicas implantares têm-se progressivamente diversificado para responder a situações clínicas cada vez mais complexas: desde o implante único para substituir um dente isolado, até às reabilitações múltiplas com protocolos de carga imediata como o All-on-4, até soluções avançadas como os implantes zigomáticos para os casos de atrofia óssea grave — temas que merecem um aprofundamento específico dada a sua complexidade clínica.

Na Oralzon encontra implantes dentários, munhões protéticos e todo o instrumental cirúrgico necessário para cada fase do tratamento implantar, desde o diagnóstico até à manutenção a longo prazo.